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I.
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Só
existe um modo de ser livre: ser o opressor.
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II.
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O
escravo quase sempre é colaborador de sua escravidão. |
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III.
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A
Constituição, que institui que todo homem tem direito à
liberdade, não conhece o homem padrão. Ele tem que ser
obrigado à liberdade. |
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IV.
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A
liberdade absoluta só existe em momentos-limite, quando não se
tem mais nada a perder. |
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V.
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A
satisfação de nosso ego (liberdade) só é alcançado em
detrimento de algum outro (ou de muitos outros) egos. Portanto a
liberdade mesmo utópica só poderá ser a média da satisfação
de todos os egos. Uma insatisfação. Uma mediocridade. |
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VI.
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Deve-se
exigir toda liberdade dos que estão acima. E ser leniente na
exigência de contrapartida dos que estão abaixo. Mas o contrário
é mais factível. |
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VII.
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O
carcereiro não pode vigiar o prisioneiro o tempo todo. O
encarcerado pode fugir a qualquer descuido. Donde o prisioneiro
ser (filosoficamente) mais livre do que o carcereiro. |
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VIII.
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As prisões
mais sujas, todos sabem, são as mais livres. |
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IX.
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Ninguém
pode nos dar liberdade. Mas qualquer um pode tirar, a começar
pelos pais, trazendo-nos ao mundo em condições inadequadas. |
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X.
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Com
liberdade total o mais forte domina o mais fraco em nome de sua
liberdade, o mais inteligente espezinha o mais ignorante em nome
de sua inteligência, o mais belo seduz mais em detrimento do
fisicamente destituído. Franklin, ao fazer o lema da revolução
francesa, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, usou o elemento
conciliador e humanístico Fraternidade para sugerir um equilíbrio
impossível no paradoxo Liberdade x Igualdade. |